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As mídias ocupam hoje o lugar que antes foi da religião, da escola e da família.


Por que aquilo que consumimos todos os dias educa mais do que imaginamos?

As mídias ocupam hoje um lugar que, durante séculos, pertenceu a outras instituições fundamentais da vida social: religião, escola e família.


Essa não é uma afirmação retórica.É uma constatação histórica.


Pela primeira vez, a principal fonte de referências simbólicas — valores, desejos, modelos de sucesso, medo, pertencimento e identidade — não vem da convivência direta, mas de sistemas mediáticos que operam em escala massiva e contínua.


Uma mudança recente (e profunda)

Os meios de comunicação de massa superaram o livro e a palavra falada como forma dominante de cultura muito recentemente na história da humanidade.


Durante a maior parte do tempo, aprendemos a viver:

  • observando adultos próximos,

  • ouvindo narrativas transmitidas oralmente,

  • participando de rituais sociais locais.


Hoje, grande parte da nossa aprendizagem simbólica acontece:

  • por imagens,

  • por narrativas audiovisuais,

  • por estímulos repetidos,

  • por algoritmos que selecionam o que aparece e o que desaparece.


Mudanças dessa escala não são neutras — e seus efeitos não surgem de uma vez. Eles se acumulam.



Mídia não é apenas entretenimento

Costumamos tratar mídia como distração, lazer ou passatempo. Mas, do ponto de vista psicológico e comunicacional, isso é muito mais.


A mídia:

  • ensina o que é desejável,

  • normaliza comportamentos,

  • molda expectativas,

  • organiza percepções de realidade.


Ela educa sem sala de aula.


Na Programação Neurolinguística, sabemos que o ser humano aprende padrões não apenas por instrução consciente, mas por modelagem, repetição e associação emocional.

É exatamente assim que grande parte da mídia opera.


Formação cultural contínua

Não desligamos esse processo ao sair do trabalho ou ao fechar um livro. Ele continua:

  • no feed que rolamos antes de dormir,

  • nas imagens que consumimos sem atenção plena,

  • nas narrativas que reforçam medos ou desejos,

  • nos modelos de sucesso que internalizamos sem questionar.


Mesmo quando não estamos conscientemente atentos, nossa mente está aprendendo.

Por isso, comunicação não é algo que “acontece de vez em quando”. Ela é um ambiente permanente.


A pergunta certa

A pergunta não é se a mídia educa.Isso já está acontecendo.

A pergunta real é:

o que ela está ensinando — e a serviço de quem?


Essa pergunta é central tanto para quem trabalha com comunicação quanto para quem trabalha com desenvolvimento humano e terapia.

Porque percepção molda comportamento.E comportamento repetido molda identidade.


O papel do olhar terapêutico

Na prática clínica, muitas angústias contemporâneas não surgem do nada. Elas estão ligadas a padrões de comparação, aceleração, idealização e inadequação que são aprendidos culturalmente.

Desenvolver consciência sobre esses processos não é rejeitar a mídia, nem demonizá-la. É retomar autoria sobre a própria percepção.


Em PNL, chamamos isso de ampliar o mapa — perceber que aquilo que sentimos e pensamos não é apenas “quem somos”, mas também o resultado dos estímulos que absorvemos diariamente.


Quando essa consciência surge, algo muda:

  • escolhas ficam mais nítida,

  • emoções ganham contexto,

  • respostas deixam de ser automáticas.


Em resumo

  • A mídia ocupa hoje um papel central na formação cultural.

  • Seus efeitos são contínuos, cumulativos e profundos.

  • Percepção nunca é neutra.

  • Tornar-se consciente disso é um passo essencial para autonomia emocional e cognitiva.


Não se trata de controlar tudo o que vemos. Mas de perceber o que está nos formando.

Quer aprofundar esse olhar?


Se você sente que muitos dos seus padrões emocionais, decisões ou conflitos internos parecem “automáticos demais”, talvez o ponto não seja força de vontade — mas consciência de processo.


Sou terapeuta em Programação Neurolinguística e trabalho com leitura de padrões, percepção e reorganização de respostas internas.


📩 Entre em contato para conversar ou agendar uma sessão: Escrito por: Matheus A. Sartori Fernandes, graduado em Comunicação Social, Pós graduado em Programação Neurolinguística (PNL)


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